Instaurações Situacionais

por Cecilia Cotrim

 

"(...) em ações-tarefa que se desenvolvem entre o ato e a matéria, seguindo a tradição desde Gutai, Beuys e Abramovic, o empreza propõe um contato renovado do corpo com a externalidade do mundo, sempre atravessado por um uso peculiar, extremamente afetivo, da linguagem. De tão intenso, esse uso provoca uma dimensão secreta, ativa uma enervação que altera o corpo vivido em superfície, disponível, aberto ao mundo, em estado grupal. assim, a ação acaba por fazer vibrar o entorno, em um ciclo. Ouroborus. Estranhamento e empatia: um ‘mergulho ao avesso’, 13 na esfera das micropercepções. a tonalidade poética do empreza, de acento empático, está em tensão com esse misto de conflitos que cada trabalho pode envolver..."

 

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Grupo EmpreZa e a Morada Infernal da Arte

por Juliana de Moraes Monteiro

 

"(...) Para o EmpreZa, o coletivo não é só uma forma de aglutinar semelhanças, mas sobretudo de subsumir as diferenças em favor de uma totalidade orgânica, na qual desaparece a assinatura da figura centralizadora do artista e vem à tona uma forma de exercício artístico que já não pertence a um ou a outro, mas a um comum, amalgamado sob a identidade do coletivo.

Uma das chaves para pensar essa característica é o uniforme usado pelos emprezários e emprezárias durante as performances. O uniforme é essa estranha particularidade que retira a singularidade das pessoas e as lança em uma espécie de massa amorfa. Como símbolo do apagamento das individualidades, disponível dentro de uma lógica de mercado, dentro da qual a empresa poderia ser pensada como signo, o uniforme é aqui reapropriado pelo coletivo como uma marca que, assim como evoca a dissolução da persona individualista do artista, também nos lembra ao mesmo tempo que a arte nada mais é do uma atividade entre outras, retirando o modo como as práticas artísticas foram pensadas até a arte moderna..."

 

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Edição 33 - Arte & Censura - Revista Concinnitas (Instituto de Artes da UERJ, vinculada ao PPGARTES)

 

O Grupo EmpreZa participou desta edição com uma entrevista de 58 páginas - que contou com a participação de Alexandre Sá, Cecilia Cotrim, Ricardo Basbaum, Tania Queiroz, Daniela Labra e Edson Barrus - e com a imagem da capa, Travessia para o Cumbú, trabalho realizado em 2012 em Belém/PA numa viagem em que estivemos junto do inesquecível Arthur Leandro

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